O pinhão só aparece no frio, mas seus benefícios se estendem além do verão
É época de frio, de inverno. Junto às baixas temperaturas é chegada a hora de se deliciar com as comidas que só esse período oferece. Na região Sul o tradicional pinhão começa a surgir nas prateleiras dos supermercados. A semente é deliciosa e muito consumida. O que ninguém sabe é que a semente tem outros poderes, além do sabor agradável. Proporciona vários benefícios ao organismo, porque é rica em fibras que melhoram o funcionamento do intestino, e ao lado de altas cargas de potássio, ajudam a resguardar o coração.
O pinhão tem abundancia em minerais, como o selênio, cobre, zinco, manganês, ferro, magnésio, cálcio e fósforo, nutrientes essenciais para manter o corpo funcionando. Mas, é o potássio que predomina na semente, ele é poderoso contra a pressão alta e doenças cardiovasculares. Uma pesquisa feita pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa indica que o alimento se destaca na prevenção de problemas cardiovasculares e intestinais. As fibras do pinhão favorecem a eliminação de sais biliares, um reduto de colesterol. Com menos colesterol circulando, despenca o risco de ataques cardíacos. O coração fica ainda mais protegido porque, o potássio faz os vasos relaxarem e, assim, ajuda a controlar a pressão arterial.
Há várias formas de preparar o pinhão: cozido, na brasa, puro ou misturado a outros alimentos. Porém para aproveitar bem seus nutrientes, há diferenças entre a versão crua e o cozida. Com a exposição ao fogo, o amido do alimento sofre reações que o tornam mais gelatinoso, estado que facilita o trânsito intestinal. Além disso, durante o cozimento, a semente absorve pigmentos da casca. Esses compostos são antioxidantes: minimizam os danos dos radicais livres às células, inclusive dentro dos vasos.
Ainda que o alimento seja calórico - são 160 calorias em uma porção de 100 gramas – ele é rico de carboidratos complexos, especialmente o amido resistente, que passa praticamente batido pelo processo de digestão, ajudando no processo de saciedade. Esse composto atua como uma fibra no intestino grosso: estimulam o equilíbrio da flora intestinal, garantindo uma maior proteção contra doenças inflamatórias e tumores. O pinhão é também uma importante fonte de energia, mas não dispara os níveis de açúcar no sangue, ou seja, é ótimo para quem está acima do peso ou tem diabetes, já que diminui o risco de picos de glicose e insulina, controlando a fome.
A triste notícia é que o alimento não é tão popular assim no restante do país. A araucária, árvore que dá o fruto, é típica da vegetação sulista e já está em extinção. Projetos incentivam o plantio e a preservação para retirar a araucária desse patamar. Ainda com esse cenário, o pinhão é muito consumido. Só não esqueça que mesmo ele fazendo bem, não se deve consumi-lo em excesso. Aproveite a temporada para degustar o pinhão e sua versatilidade, seja sozinho ou em meio a outros pratos.
Contribuição: Camile Laís Rocha - Nutricionista (CRN10 2917P)
Fonte: Saúde Abril
É época de frio, de inverno. Junto às baixas temperaturas é chegada a hora de se deliciar com as comidas que só esse período oferece. Na região Sul o tradicional pinhão começa a surgir nas prateleiras dos supermercados. A semente é deliciosa e muito consumida. O que ninguém sabe é que a semente tem outros poderes, além do sabor agradável. Proporciona vários benefícios ao organismo, porque é rica em fibras que melhoram o funcionamento do intestino, e ao lado de altas cargas de potássio, ajudam a resguardar o coração.
O pinhão tem abundancia em minerais, como o selênio, cobre, zinco, manganês, ferro, magnésio, cálcio e fósforo, nutrientes essenciais para manter o corpo funcionando. Mas, é o potássio que predomina na semente, ele é poderoso contra a pressão alta e doenças cardiovasculares. Uma pesquisa feita pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa indica que o alimento se destaca na prevenção de problemas cardiovasculares e intestinais. As fibras do pinhão favorecem a eliminação de sais biliares, um reduto de colesterol. Com menos colesterol circulando, despenca o risco de ataques cardíacos. O coração fica ainda mais protegido porque, o potássio faz os vasos relaxarem e, assim, ajuda a controlar a pressão arterial.
Há várias formas de preparar o pinhão: cozido, na brasa, puro ou misturado a outros alimentos. Porém para aproveitar bem seus nutrientes, há diferenças entre a versão crua e o cozida. Com a exposição ao fogo, o amido do alimento sofre reações que o tornam mais gelatinoso, estado que facilita o trânsito intestinal. Além disso, durante o cozimento, a semente absorve pigmentos da casca. Esses compostos são antioxidantes: minimizam os danos dos radicais livres às células, inclusive dentro dos vasos.
Ainda que o alimento seja calórico - são 160 calorias em uma porção de 100 gramas – ele é rico de carboidratos complexos, especialmente o amido resistente, que passa praticamente batido pelo processo de digestão, ajudando no processo de saciedade. Esse composto atua como uma fibra no intestino grosso: estimulam o equilíbrio da flora intestinal, garantindo uma maior proteção contra doenças inflamatórias e tumores. O pinhão é também uma importante fonte de energia, mas não dispara os níveis de açúcar no sangue, ou seja, é ótimo para quem está acima do peso ou tem diabetes, já que diminui o risco de picos de glicose e insulina, controlando a fome.
A triste notícia é que o alimento não é tão popular assim no restante do país. A araucária, árvore que dá o fruto, é típica da vegetação sulista e já está em extinção. Projetos incentivam o plantio e a preservação para retirar a araucária desse patamar. Ainda com esse cenário, o pinhão é muito consumido. Só não esqueça que mesmo ele fazendo bem, não se deve consumi-lo em excesso. Aproveite a temporada para degustar o pinhão e sua versatilidade, seja sozinho ou em meio a outros pratos.
Contribuição: Camile Laís Rocha - Nutricionista (CRN10 2917P)
Fonte: Saúde Abril

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